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03/05/2019 às 08h12 - atualizada em 03/05/2019 às 10h28

Liliane Alves

Teresina / PI

Ministra Damares Alves pede a Bolsonaro para deixar o governo
As informações estão em reportagem da edição de VEJA desta semana. Na manhã de sexta 3, após a publicação da matéria, a ministra divulgou a seguinte nota: “Informo que não pretendo sair do governo.”
Ministra Damares Alves pede a Bolsonaro para deixar o governo
DIAS CONTADOS -  A ministra Damares e o presidente Bolsonaro: em conversa recente, ela disse que pretende deixar o governo até, no máximo, o fim do ano (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

A ministra Damares Alves é a estrela mais vistosa da constelação de evangélicos do universo político. Há alguns dias, ela se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro para discutir seu futuro. Depois de fazer um balanço das atividades do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares comunicou que vai deixar o cargo. Alega que está cansada e precisa cuidar da saúde, que anda debilitada.


Desde que assumiu o comando da Pasta, há quatro meses, a ministra enfrenta uma rotina estressante — mas com um ingrediente incomum: Damares recebe ameaças de morte. Com isso, ela abandonou sua residência, em Brasília, e passou a morar num hotel, cujo endereço é mantido em segredo. Por recomendação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), Damares também não costuma antecipar a agenda, circula pela cidade escoltada e um segurança fica postado na entrada de sua sala durante todo o expediente.


As informações estão em reportagem da edição de VEJA desta semana. Na manhã de sexta 3, após a publicação da matéria, a ministra divulgou a seguinte nota: “Informo que não pretendo sair do governo.”


Conforme registra a reportagem, Damares informou a Bolsonaro que deixará o ministério apenas quando tiver concluído a revisão dos principais programas da Pasta. A ministra explicou ao presidente que não tem mais condições físicas e emocionais para suportar por muito mais tempo as demandas que o cargo impõe. Bolsonaro, ao ouvir as queixas, desdenhou: “Você vai sair, mas daqui a quatro anos”. A ministra avisou que permanecerá no cargo, no máximo, até dezembro deste ano.

FONTE: Veja

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